Campo Belo


         Somos radicalmente um círculo! Tanto por opção radical, intransigente, quanto por origem, raiz.
         Definitivamente um círculo. No que este respeita a igualdade e validade de pessoas, assuntos e opiniões (em um círculo todos os pontos estão eqüidistantes do centro), como no que tem de arquetípico; mandala de mergulho e descoberta, multiplicação e síntese, criação. Nosso belo campo para a parceria (ser par, para ser) na aventura de ser humano.

         Por quê José do Campobelo? Por que nosso primeiro mestre foi Joseph Campbell, que no nosso melhor espírito Buda-nagô virou o nosso patrono, caboclo; mistura de índio senhor das matas e dos caminhos, e português que distribui bacalhoadas à nuca dos incautos a título de admiração e descoberta (thaumázein e eureka), poder-se-ia dizer: um filósofo de Trás-os-Montes; que baixa em nosso terreiro e supervisiona nossos trabalhos, com o “do Porto” sempre ao alcance das mãos.

         Enfim, em perpétuo movimento, congraçamento e troca, pelo prazer do mergulho e do encontro, que seja… Esses somos nós, o Campobelo.